e assim, de espanto
me abraço com o desencanto
e com ele, num canto
caio em pranto:
não há mais encanto
...
sábado, 15 de março de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Meu primeiro texto pra você
Que ele expresse a vontade de ter aqui do lado
Deitado
Abraçado
Beijado
Inventado
Deitado
Abraçado
Beijado
Inventado
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
"primavera, verão, outono, inverno… e primavera"
meu coração é uma flor.
quantas primaveras serão necessárias para que minhas pétalas desistam de brotar?
elas florescem como se cada primavera fosse a última.
às vezes murcham com o calor do verão.
muitas outras se despedaçam vendo o outono passar.
e algumas mais congelam com a chegada do inverno.
mas o intrigante da minha flor é que quando a primavera chega de novo ela floresce.
mais uma vez.
e parece esquecer que, também mais uma vez, virá o verão, o outono, o inverno.
ou talvez ela não esqueça, só saiba que a primavera nunca deixará de vir.
e, junto com ela, novas pétalas.
quantas primaveras serão necessárias para que minhas pétalas desistam de brotar?
elas florescem como se cada primavera fosse a última.
às vezes murcham com o calor do verão.
muitas outras se despedaçam vendo o outono passar.
e algumas mais congelam com a chegada do inverno.
mas o intrigante da minha flor é que quando a primavera chega de novo ela floresce.
mais uma vez.
e parece esquecer que, também mais uma vez, virá o verão, o outono, o inverno.
ou talvez ela não esqueça, só saiba que a primavera nunca deixará de vir.
e, junto com ela, novas pétalas.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
desejos momentâneos para um novo ano
desejo cheiro de chuva
pele no sol
banho de água do mar
gole de água de coco
desejo conseguir ser mais humana
não perder a inocência
ler mais livros
ver um filme que passe a ser um dos meus favoritos
desejo novos conhecimentos
muitos compartilhar
poucos acordar mal humorado
velhos amigos numa mesa de bar
desejo realmente dizer amar todos que amo
trocar olhar
descobrir novas peles
conhecer um pouco mais do mundo
desejo cada vez mais amor
sorrisos brotando das coisas simples
lágrimas que levem dor e tragam força
paixões que pareçam eternas
desejo guardar menos coisas
dormir com pernas entrelaçadas
jogar baralho
andar descalça na grama
desejo mais encontros de família
canções de parabéns verdadeiras e animadas
abraços bem dados
danças de qualquer forma dançadas
desejo acumular memórias
apreciar momentos
ter mais autoconfiança
admirar a lua
desejo alguns banhos gelados
ovos mexidos no café da manhã
telefonemas que criem gargalhadas
palavras escritas que emocionem
desejo ter menos duvidas
tocar sax
falar francês
brindar uma tequila, duas
desejo descobrir novos desejos
beijos lentos
fotos espontâneas
declarações sinceras
desejo na verdade não encontrar mais desejos
completar mais essas três linhas
e dizer o inevitável e esperado
fim.
pele no sol
banho de água do mar
gole de água de coco
desejo conseguir ser mais humana
não perder a inocência
ler mais livros
ver um filme que passe a ser um dos meus favoritos
desejo novos conhecimentos
muitos compartilhar
poucos acordar mal humorado
velhos amigos numa mesa de bar
desejo realmente dizer amar todos que amo
trocar olhar
descobrir novas peles
conhecer um pouco mais do mundo
desejo cada vez mais amor
sorrisos brotando das coisas simples
lágrimas que levem dor e tragam força
paixões que pareçam eternas
desejo guardar menos coisas
dormir com pernas entrelaçadas
jogar baralho
andar descalça na grama
desejo mais encontros de família
canções de parabéns verdadeiras e animadas
abraços bem dados
danças de qualquer forma dançadas
desejo acumular memórias
apreciar momentos
ter mais autoconfiança
admirar a lua
desejo alguns banhos gelados
ovos mexidos no café da manhã
telefonemas que criem gargalhadas
palavras escritas que emocionem
desejo ter menos duvidas
tocar sax
falar francês
brindar uma tequila, duas
desejo descobrir novos desejos
beijos lentos
fotos espontâneas
declarações sinceras
desejo na verdade não encontrar mais desejos
completar mais essas três linhas
e dizer o inevitável e esperado
fim.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
encontro em desencontro
andava meio perdido
passei por retornos
segui
e me perdi ainda mais:
te encontrei
passei por retornos
segui
e me perdi ainda mais:
te encontrei
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
vomitar
há tempos venho sentindo uma necessidade de expressar o que tenho aqui dentro.
e hoje me peguei numa linha cruzada: o que eu tenho aqui dentro?
como alguma coisa que eu não sei identificar me incomoda e insiste em querer ter voz, quando nem ao menos sabe o que quer falar?
e então como escrever isso? como passar para o papel, para o campo do eternizado pela escrita, o que nem sei se existe para um dia se tornar eterno?
como libertar e enxergar essa (materia?) coisa que quer sair de mim?
ou estou externando e materializando algo que de fato sou eu?
serão só duvidas o que me martelam e tentam escapar de mim?
anseiam por certezas?
e por que esse texto permanece repleto de pontos de interrogação?
estão se satisfazendo? estão felizes por estarem sendo expostas?
ou ainda anseiam por virarem certezas?
não sei se serei capaz de matá-las, saciá-las.
não sei nem por onde começar.
até porque.. quem são vocês?
que corpo têm, que cara, que dor, que verdade as rodeia?
que verdade tentam destruir?
o que perderam, o que tentam achar?
por que não se aquietam dentro de mim?
não sou capaz de abrigá-las?
que peso é esse que vocês parecem carregar?
como podem ser o oposto da leveza?
a leveza que almejo.
as incertezas que almejo.
quero opostos.
de tudo.
mas como?
e hoje me peguei numa linha cruzada: o que eu tenho aqui dentro?
como alguma coisa que eu não sei identificar me incomoda e insiste em querer ter voz, quando nem ao menos sabe o que quer falar?
e então como escrever isso? como passar para o papel, para o campo do eternizado pela escrita, o que nem sei se existe para um dia se tornar eterno?
como libertar e enxergar essa (materia?) coisa que quer sair de mim?
ou estou externando e materializando algo que de fato sou eu?
serão só duvidas o que me martelam e tentam escapar de mim?
anseiam por certezas?
e por que esse texto permanece repleto de pontos de interrogação?
estão se satisfazendo? estão felizes por estarem sendo expostas?
ou ainda anseiam por virarem certezas?
não sei se serei capaz de matá-las, saciá-las.
não sei nem por onde começar.
até porque.. quem são vocês?
que corpo têm, que cara, que dor, que verdade as rodeia?
que verdade tentam destruir?
o que perderam, o que tentam achar?
por que não se aquietam dentro de mim?
não sou capaz de abrigá-las?
que peso é esse que vocês parecem carregar?
como podem ser o oposto da leveza?
a leveza que almejo.
as incertezas que almejo.
quero opostos.
de tudo.
mas como?
terça-feira, 15 de outubro de 2013
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