ser de alguém carrega sempre dois pesos:
o de ser e o de não mais ser
...
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
A arte da morte
Morrer é uma arte.
E que se tente provar o contrário.
Morrer é uma arte.
Não é a vida que é a obra prima.
É a morte.
É na morte que nos tornamos mais vivos (dentro dos outros).
Durante a vida, vivemos.
Na morte? Vivem por nós.
Somos literalmente uma obra de arte.
Nosso caixão, as flores, o público em volta, ansioso para nos ver ali, deitados.
Oram pela gente, relembram momentos, julgam nosso então ex caráter, escrevem suas dores, sentem suas dores.
É na hora da morte que somos heróis, ou vilões.
É naquele momento que nosso espetáculo termina e a platéia aplaude ou não.
A cortina fechou, a luz apagou.
Aplausos! Vaias!
Somos observados. Melhor: julgados (estudados, caracterizados).
Provavelmente não seremos obras eternas, raras, lembradas para todo o sempre.
Mas permaneceremos em mentes por bastante tempo.
Não seremos uma morte Monalisa, O capital. Nem sequer Hitler, Senna, Gandhi, futuro Pelé.
Estas serão mortes eternas enquanto durarem.
Seremos mortes menores, obras mais 'esquecíveis'.
Mas seremos obras. Arte.
Influenciaremos ao mesmo tempo todas as pessoas que já passaram por nós em algum momento.
Será uma avalanche de emoções. Uma torrente de recordações. Transbordarão sonhos, verdades, mentiras, frustrações, arrependimentos, tristezas, felicidades, recordações.
Estarão todos ali (mesmo que alguns em pensamento). Sua vida estará ali, aos pés da sua morte.
Talvez encontros que você sempre quis ter durante a vida, estarão ali, observando sua matéria.
Eis você a obra que moldou durante toda sua vida observada por quem você se mostrou durante toda sua produção.
Toda a sua vida observando a obra da sua morte.
A obra completa de uma vida acabada.
Que todos tenhamos um belo espetáculo!
Os aplausos, deixemos para o final...
(À mercê dos futuros mortos. Todos seremos obras. Viver é uma arte.)
E que se tente provar o contrário.
Morrer é uma arte.
Não é a vida que é a obra prima.
É a morte.
É na morte que nos tornamos mais vivos (dentro dos outros).
Durante a vida, vivemos.
Na morte? Vivem por nós.
Somos literalmente uma obra de arte.
Nosso caixão, as flores, o público em volta, ansioso para nos ver ali, deitados.
Oram pela gente, relembram momentos, julgam nosso então ex caráter, escrevem suas dores, sentem suas dores.
É na hora da morte que somos heróis, ou vilões.
É naquele momento que nosso espetáculo termina e a platéia aplaude ou não.
A cortina fechou, a luz apagou.
Aplausos! Vaias!
Somos observados. Melhor: julgados (estudados, caracterizados).
Provavelmente não seremos obras eternas, raras, lembradas para todo o sempre.
Mas permaneceremos em mentes por bastante tempo.
Não seremos uma morte Monalisa, O capital. Nem sequer Hitler, Senna, Gandhi, futuro Pelé.
Estas serão mortes eternas enquanto durarem.
Seremos mortes menores, obras mais 'esquecíveis'.
Mas seremos obras. Arte.
Influenciaremos ao mesmo tempo todas as pessoas que já passaram por nós em algum momento.
Será uma avalanche de emoções. Uma torrente de recordações. Transbordarão sonhos, verdades, mentiras, frustrações, arrependimentos, tristezas, felicidades, recordações.
Estarão todos ali (mesmo que alguns em pensamento). Sua vida estará ali, aos pés da sua morte.
Talvez encontros que você sempre quis ter durante a vida, estarão ali, observando sua matéria.
Eis você a obra que moldou durante toda sua vida observada por quem você se mostrou durante toda sua produção.
Toda a sua vida observando a obra da sua morte.
A obra completa de uma vida acabada.
Que todos tenhamos um belo espetáculo!
Os aplausos, deixemos para o final...
(À mercê dos futuros mortos. Todos seremos obras. Viver é uma arte.)
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Nus
se fôssemos claros
transparentes
se fôssemos água
vento
se transbordássemos
naufragássemos
não seríamos nós
mas poderíamos ser como eles
ainda que nós
e eu seria leve
pluma
seria calma
sossego
e ainda seria eu
ainda que sua
tida e dita
despidamente sua
transparentes
se fôssemos água
vento
se transbordássemos
naufragássemos
não seríamos nós
mas poderíamos ser como eles
ainda que nós
e eu seria leve
pluma
seria calma
sossego
e ainda seria eu
ainda que sua
tida e dita
despidamente sua
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
temdiasquedávontadedesairescrevendosemintençãodedefatodizernadaapenasfalarescreverjogarpensamentosforaquesejadizerparalelepipedoparalelepipedosópensaremparalelepipedonãoconsigomaispensaremnadaanãoserparalelepipedoagorapenseiemparaleloquemeremeteumatematicaeconomiafuturomorteequeeucanseidebrincardeescreveredepensaremescrevereescrever. fim
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
across the universe
qualquer lado do mundo é mundo.
do lado do homem ha homem
ha pele
medo
sonho
homem.
qualquer parte do mundo é mundo.
que se parta (o mundo)
que se parta (voce)
de nada se parte de fato
[carrego voce comigo]
[me carrego]
todo pedaco do mundo é mundo.
pode se despedacar
nevar
que chova
faca sol
ha ruas, pessoas, pés, abrigos, sorrisos, lagrimas
ha vida
no mundo
do lado do homem ha homem
ha pele
medo
sonho
homem.
qualquer parte do mundo é mundo.
que se parta (o mundo)
que se parta (voce)
de nada se parte de fato
[carrego voce comigo]
[me carrego]
todo pedaco do mundo é mundo.
pode se despedacar
nevar
que chova
faca sol
ha ruas, pessoas, pés, abrigos, sorrisos, lagrimas
ha vida
no mundo
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
além
certa vez li algo sobre nao ser preciso viajar fisicamente pra se sentir em tal lugar.
a imaginaçao é esplendorosa.
onde nao podemos ir se somos dotados da mente?
o que podem nos proibir de fazer se podemos imaginar?
no campo das ideias podemos tudo.
pode-se ser o que quer.
fazer o que der vontade.
provar do que é proibido.
no campo da imaginaçao, temer é tolo.
nao poder é inviavel.
desconhecer é uma aposta.
é tanto que se pode alcançar do imaginario e tao restrito o que se pode captar fisicamente.
nossos pensamentos voam, soam, ecoam, se multiplicam, ampliam, idealizam, se aperfeiçoam.
o real é aquilo. isso. nao se multiplica, é. nao se amplia, idealiza, ecoa. é o que voce ve, sente, toca.
seria melhor viver de sonhos?
seria melhor sonhar de viver?
é pecado provar do infinito e ser aprisionado do efemero.
acaba tudo sendo tao comum.
o esperado é esperado.
e o inesperado nao mais se espera.
no final, os sonhos se tornam verdade.
nao que a verdade nos satisfaça.
é apenas verdade. nua, crua.
e nao que a nudez nos satisfaça.
é apenas nudez. branca, humana.
e nao que o homem nos satisfaça.
é apenas homem. vida, sonho.
e nao que a vida nos satisfaça.
é sonho. em vida
a imaginaçao é esplendorosa.
onde nao podemos ir se somos dotados da mente?
o que podem nos proibir de fazer se podemos imaginar?
no campo das ideias podemos tudo.
pode-se ser o que quer.
fazer o que der vontade.
provar do que é proibido.
no campo da imaginaçao, temer é tolo.
nao poder é inviavel.
desconhecer é uma aposta.
é tanto que se pode alcançar do imaginario e tao restrito o que se pode captar fisicamente.
nossos pensamentos voam, soam, ecoam, se multiplicam, ampliam, idealizam, se aperfeiçoam.
o real é aquilo. isso. nao se multiplica, é. nao se amplia, idealiza, ecoa. é o que voce ve, sente, toca.
seria melhor viver de sonhos?
seria melhor sonhar de viver?
é pecado provar do infinito e ser aprisionado do efemero.
acaba tudo sendo tao comum.
o esperado é esperado.
e o inesperado nao mais se espera.
no final, os sonhos se tornam verdade.
nao que a verdade nos satisfaça.
é apenas verdade. nua, crua.
e nao que a nudez nos satisfaça.
é apenas nudez. branca, humana.
e nao que o homem nos satisfaça.
é apenas homem. vida, sonho.
e nao que a vida nos satisfaça.
é sonho. em vida
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