...

...

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

vontade

vontade de deitar junto
abraçado, embolado, colado, calado.
vontade de se sentir amado
desejado, admirado, compreendido, acomodado.
fechar os olhos e enxergar a calma que você me traz
sentir seu cheiro, sua pele, seu cabelo misturado com o meu
nossos corpos se aquecendo, seu braço me entrelaçando, sua respiração me acalmando
vontade de sonhar o mesmo sonho,
beijar
e dormir em abraço, laço
vontade de você
comigo

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

closet


um texto que me vestisse a melhor roupa
desarrumasse meu cabelo com gírias antiquadas
pintasse minha boca de vermelho entre reticências sedutoras
cobrisse meus cílios de rímel como aspas da nossa história que estaria só começando
de novo

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

tapete

eu não vejo a hora de me entrelaçar em seus braços.
pernas.
sentir cada parte do seu corpo tocando o meu. nossas mãos,
dadas. nossas pernas,
enroladas. me aninharei em seu pescoço.
nossos troncos
se esquentarão. meu peito
pousará no seu. não haverá luz, ruído. adormecerei em seus braços
e esperarei não acordar tão cedo...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Memórias (em breve) Póstumas do Orkut

Sim, passei a madrugada alimentando minha nostalgia e me despedindo do Orkut.
Aproveitei a TPM e as emoções à flor da pele e comecei a analisar meu rol de comunidades.
Logo de cara me deparei com a comunidade "eU dEsEnHo CuBoS". Admito que esbocei um sorriso e olhei para o cubo desenhado para sempre no meu braço. Mais abaixo surgiu a: "Eu quero um All Star amarelo", que sete anos depois ocupou um espaço no meu armário. Continuei rolando a tela, eram 179 comunidades. Algumas certamente serviam para tentar me caracterizar para os outros, para mim mesma: "eu não sou estranha, sou apenas diferente do que você acha normal"; "eu amo dançar"; "Viciados em Filmes e Séries"; "Eu sou hipócrita"; "amo as coisas simples"; "Eu não sei me definir.!"; "Eu escrevo textos loucos" e por aí vai. Outras poderia adicionar agora mesmo nas minhas páginas do facebook: "eu somo placas de carro!"; "filme de terror: eu não morreria"; "Orgasmo intelectual"; "Sinceridade Inapropriada"; "minha avó quer me engordar", assim como as de diversos filmes que ainda amo, de cantores que ainda ouço e de grupos de amigos que ainda estão do meu lado. Continuava a descer a tela e soltava gargalhadas internas: "Paixões: comer, meus amigos... O que uma vírgula não faz, hein?"; "Fica com Deus. Ok, mas só se ele chegar em mim."; "Só caso se for em Las Vegas, bêbada e com um imitador de Elvis gordo como padrinho" ou "Cadê minha carta de Hogwarts? Minha coruja provavelmente pegou gripe do frango e morreu no caminho". Apareciam também aquelas de indiretas para os flertes da época: "POR FAVOR, SURPREENDA!"; "good writing is sexy"; "Vou ao cinema sozinho". Até que finalmente terminei de ver as minhas quase 200 formas de me definir e percebi que por enquanto minha definição de mim mesma se fazia em grande parte fiel. Meus vícios culturais se mantinham, embora com alguns/muitos acréscimos. Minhas filosofias, dúvidas e meus questionamentos permaneciam, embora alguns aumentados, outros saciados, esquecidos. E que certos problemas sociais ainda não tinham sido resolvidos: "Vamos salvar o Cine Icaraí". Reparei que a "Falta momentânea de léxico" continuava a me perseguir em momentos como esse, mas que tudo bem a baleia azul ser a maior do mundo, eu "mudo de assunto, gosto de azul".
E que no fim das contas, "não importa, somos todos iguais".



Obs.: "Aceito Jesus, se deixar Scrap"

quinta-feira, 4 de setembro de 2014




      p   i  .    n       .   g    o . s   
 .          .d       .  e                    .
c  h  . u          ..   v    .     .  a .      .   .

                   g o t a s
                        de    
                s a u d a d e



          

quinta-feira, 14 de agosto de 2014


fujo do frio
me aprisiono em você


domingo, 27 de julho de 2014

desvios

falando em amor
cantei a saudade
sussurrei a tristeza
gritei a raiva
calei a paixão
e não falei de amor