hoje
e sempre
te quero bem
...
terça-feira, 24 de dezembro de 2019
terça-feira, 20 de agosto de 2019
podia ser uma canção do rubel
Pára.
Deixa esse celular de lado.
Repousa esse café na cabeceira.
Olha pra mim.
Lembra da cor dos meus olhos?
Não, meus cabelos não estão soltos, dei um nó neles.
Pode pegar na minha mão.
Eu sei que to um pouco gelada.
Tava frio lá fora, você ainda não me esquentou.
Me abraça.
Finge que o frio passa.
Finge que o tempo não passa.
Pára.
Deixa esse celular de lado.
Repousa esse café na cabeceira.
Olha pra mim.
Lembra da cor da minha boca?
Não, ela não tá natural, passei batom vermelho.
Pode pegar na minha mão.
Você tá um pouco gelado.
Deve estar frio lá fora, ainda não te esquentei.
Me abraça.
Finge que o frio passa.
Finge que o nosso tempo não passou.
Pára.
terça-feira, 13 de agosto de 2019
terça-feira, 8 de maio de 2018
a gente
pensa só. você pode perder um braço, uma perna, o cabelo, a visão, a voz até. pode perder algum dedo, todos. pode perder o nariz, o olfato, o paladar. pode perder um tanto de coisa. mas percebe que você ainda é gente? você ainda tá vivo. você é pessoa viva. é ser humano. porque o que faz a gente ser gente, é nosso cérebro funcionar. é nosso coração bater. é nosso sangue correr nas veias. a gente é o que tá aqui dentro. o que a gente pensa, o que a gente 'fala', o que a gente sente, o que a gente 'faz'. a gente é o que a gente quer ser. a gente não é cor de pele, formato do cabelo, tamanho de barriga, menino porque tem piru, menina porque tem mais um buraco entre as pernas. a gente é diferente. a gente é tudo igual. a gente pensa, sente, tem fome, tem sono, faz xixi. a gente respira. transpira. por que a gente não se respeita? a gente tem um coração, um cérebro, muitas veias. a gente tem muitas religiões pra entender, muitas culturas pra conhecer, muito chão pra andar (o mundo é tão grande). a gente tem passado. a gente tem idealizações pro futuro. a gente é muito diferente. mas percebe como a gente é muito igual? a gente é humano. acima de tudo. apesar de tudo. por que a gente não se respeita?
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
o mar parece estar mais calmo
não faço ideia de que horas eram. mas acho que isso não importa. era madrugada e, claro, a gente tava junto. a sua cama ainda tinha o cheiro de sempre: seu perfume misturado com cigarro e bebida. dava pra ouvir o som do mar, lá longe. de resto eu só ouvia sua respiração. e como ela me acalmava. a gente tinha aquela mania de dizer que odiava dormir grudado, mas engraçado como sempre lembro da gente aninhado depois de uma noite de sexo. dormíamos assim, colados, você ainda dentro de mim. as horas talvez nos afastasse um pouco, mas nossas peles insistiam em se tocar. desconfio que elas se amassem mais do que a gente. não sei. e não sei por que estou escrevendo no passado. ao mesmo tempo que tento digitar sem fazer barulho, sinto sua perna entrelaçada na minha. hoje o mar parece estar mais calmo.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
relatos selvagens de um segundo mês sem tomar pílula
meus dedos deslizavam por suas costas. minhas unhas dançavam sobre sua pele. iam de cima pra baixo, de um lado a outro. lentamente alcançaram sua nuca, seus cabelos. se perderam em meio aos fios pretos, bagunçados. meu corpo chegou mais pra perto do seu. minha mão alcançou sua barriga. meus dedos agora vagavam por seus músculos. por seus peitos. ao mesmo tempo que desciam, minha boca começou a beijar suas costas, seu pescoço. meu corpo se juntou ao seu, meus peitos se espremiam em sua pele. meus lábios e minha língua permaneciam entorpecidos por sua nuca, enquanto minha mão ultrapassava, dedo a dedo, a sua cueca.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
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