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sábado, 19 de fevereiro de 2011

interdependência

da onde vem essa necessidade de expor ao mundo o que nos é exposto?
que prazer é esse em compartilhar o que nos é recebido em silêncio, particular?
pra que mostrar essas minhas dúvidas?
escrever essas linhas?
ter esse blog?
seria ego?
seria a fraqueza em não suportar, pensar, ser, sentir, sozinha?
seria bravura em não ter receios e barreiras em expor o que me vem a mente?
seria pensar que outros se identificariam com o que penso, sinto?
é querer se igualar?
é querer se mostrar diferente?
é franco o que escrevo?
é valido o que penso?
eu deveria me bastar.

mas quem se basta?

foda-se. vou postar e quero que você leia -

independência é o caralho!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ser

Sou me sendo
sou te sendo
sou nos sendo
sou não sendo
sou sendo
sem saber ser
sou

Sou eu
sou você
sou ele
sou nós
somos

Sou hoje
sou ontem
sou amanhã
serei

sendo
eu
sou
......você
somos
...........nós
serei
..................nada

Seremos.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

1:34 me conformo: e o sono? (28/06/2010)

E cá estou eu de novo: em uma noite que de tranquila não deveria ter nada e que aparenta ao menos ser esclarecedora, triste e cansativa talvez. 00:50 e ainda me pergunto se vou fazer a prova de cálculo amanhã às 9h. 00:51 e ainda sinto meus pés doendo do prazer de dançar. Prazer? Sim, 00:52 e me questiono se ainda sinto prazer. Prazer nos movimentos, prazer na sensação, prazer em transmitir, em receber, em seguir e ser levada. Dança é expressão sem pressão. É dizer sem falar. Crescer sem aumentar de tamanho. Trasmitir sem tocar. Dançar é "fazer amor com o próprio corpo". É transmitir esse amor, é transmitir sensações através do movimento. E tenho que ter isso em mente. Isso acima de tudo e de todos. Ir dançar porque gosto e não para provar que eu danço. Todos dançam. E não é alguém que vai chegar para mim e determinar se a minha dança é boa, certa e aprovada. Eu tenho que querer mostrar o meu prazer em estar ali, em subir num palco, em transmitir sensações e sentimentos. Pensar em mim, no meu prazer. Mandar à merda toda essa hipocrisia, falsidade, bipolaridade, atitudes infantis; e encarar o meu real motivo em estar, ser, dançar. Não quero pegar lugar de ninguém, roubar ninguém de ninguém. O que é das pessoas é delas e ponto. O que pode ser compartilhado vai ser, ou não. É como compartilhar prazeres, movimentos, passos, sentimentos, idéias, paixões. É um lugar para criar, crescer, compartilhar, e não disputar, excluir. Falta humildade, maturidade, reciprocidade, simplicidade, amor. Amor pela dança. Dançar para comunicar, e comunicar inclui você e o outro(s). Suas idéias vão ser transmitidas, não tem jeito. Sentidas. Seus movimentos vão ser apreciados, transimitidos. Imitados? Não é cópia, é comunicação. Não pensar que roubaram seu passo, e sim que o admiraram a ponto de passá-lo para outros. É inspiração, admiração. Nada se cria, tudo se transforma, se adapta. Tudo se compartilha! É... é sentir prazer em compartilhar! 1:16 e me desespero: e a faculdade?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Como se nada fosse, era

Como se nada fizesse, dançava

Como se nada falasse, cantava

Como se nada visse, sonhava

Como se nada sentisse, amava.

Como se tudo durasse, passava

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Eis o homem

Ouvia-se no auto-falante da praça que o amor era a solução.
A solução contra quê? Me perguntei.
E nesse exato momento o ódio, a ganância, a gula e a preguiça, levantaram seus braços e vozes em sinal de protesto.
Pois, claro, onde se tem amor, se retira ódio.
E eu, como sempre, não sabia o que fazer.
Olhava de um, para outro. O que mudaria com a tal chegada anunciada?
Ficaria a praça mais iluminada?
Seria o vento mais macio?
E quando mal questionei tais mudanças, já veio a teimosia gritando em alto e bom som:
Tudo será diferente, eu garanto!
E a paciência logo interveio pedindo calma, que só vendo poderíamos crer em mudanças, e o que era pra ser, seria.
É, pensei, convincente.
Estaria eu enfim concordando com algo?
E mais uma vez o alto falante soou. Sim, dessa vez era o intelecto.
De ínicio fiquei em dúvida de que lado ele estava, pois dizia que só apreciaríamos o amor, porque tínhamos convivido com o ódio. Deveríamos apreciar o último, pois sem sua presença, não nos importaríamos com a chegada do primeiro. Desfrutaríamos do amor, por ter convivido com o ódio, dizia ele. Não eram, como poderia parecer, inimigos, mas sim, complementares! Tal como a dor, e a saúde; o frio e o quente; a saudade e a onipresença. Que já tinham percebido que não viviam um sem o outro. E ele ia continuar seu discurso, um tanto quanto convincente, quando a preguiça o chamou e convenceu de que daria muito trabalho pensar nisso tudo.
E foi, se aproveitando do momento, que o orgulho, que passara todo o discurso calado, não se conteve e desmentiu tamanha calúnia!
Como se atrevia o intelecto a dividir o brilho do ódio com o amor? Tudo era mérito dele próprio!
E a sinceridade, de um canto, apenas mentiu: verdades são mentiras convictas. O que, admito, me deixou confuso ao perceber que ela e a mentira estavam grudadas. Seriam siamesas?
Continuei a observar esse tumulto que me rodeava. Eram tantas convicções, tantos pontos de defesa, de ataque. Sempre existiria um debate? Não haveria um consenso? Onde estava a satisfação?
O boato que ela fugira já tinha anos, estava mais que na hora dela aparecer de novo, não é mesmo? Talvez não... A curiosidade, por um exemplo, era uma que se aproveitava desses momentos. Sempre dando pitecos do que poderia ser se fosse, do que seria se era... Algo assim.
E então as portas se abriram. E foi nesse exato momento, o que as portas se abriram e o amor entrou, que percebi que nada mudaria ao meu redor. A curiosidade sempre estaria presente, o ódio sempre estaria à espreita, a ganância sempre em posse do auto-falante, o intelecto quase sempre acompanhado da preguiça, os opostos sempre se necessitando, e a satisfação, para sempre perdida.
E foi assim, nesse mesmo exato momento, que tudo se tornou claro para mim; que de dúvida, virei certeza.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

é a expressao do que sinto transbordado em palavras que não expressam a intensidade do que imagino sentir.

sinto?



é tudo imaginação. (no hay banda)

se fosse imaginação apenas, não seria ruim. saber que é imaginação é o que me fere.



saber não saber não mais me agrada.



é este o momento da redenção à fé.



é esse o meu momento?





e continuo jogada aos braços da dúvida.

que ela me aguente por quanto tempo for necessário.

suportado.