e com um leve abraço
fez-se do braço um laço
- não sais mais daqui
e onde mais poderia estar?
...
terça-feira, 22 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
desejo(,) que o desejado ainda seja você.
nietzsche me desestabilizou completamente.
assim que passei a perceber que amo desejar mais do que amo o objeto de meu desejo, passei a descredibilizar tanto meu desejo quanto o objeto do meu desejo.
não desejo!
ou por saber que desejo mais desejar, igualo meus desejados de tal forma que os anulo.
meu desejados se tornam permutáveis e meu desejo se sacia de qualquer forma.
não!
não é uma verdade imortal. não existem verdades inquebráveis, nem razão não instintiva.
vou desejar você.
vou desejar sua boca. seu cheiro. sua pele. seu cabelo. sua roupa. seu andar. sua risada. seu silêncio. sua voz. seu beijo.
vou desejar você até te necessitar.
e dessa necessidade desvaler meu desejo; que se fará morto, marfim.
até que um dia meu desejo retome seu tom vermelho e minha necessidade se reentregue à ele de tal forma que minha necessidade por desejo seja minha maior necessidade.
que o parêntese se mantenha.
assim que passei a perceber que amo desejar mais do que amo o objeto de meu desejo, passei a descredibilizar tanto meu desejo quanto o objeto do meu desejo.
não desejo!
ou por saber que desejo mais desejar, igualo meus desejados de tal forma que os anulo.
meu desejados se tornam permutáveis e meu desejo se sacia de qualquer forma.
não!
não é uma verdade imortal. não existem verdades inquebráveis, nem razão não instintiva.
vou desejar você.
vou desejar sua boca. seu cheiro. sua pele. seu cabelo. sua roupa. seu andar. sua risada. seu silêncio. sua voz. seu beijo.
vou desejar você até te necessitar.
e dessa necessidade desvaler meu desejo; que se fará morto, marfim.
até que um dia meu desejo retome seu tom vermelho e minha necessidade se reentregue à ele de tal forma que minha necessidade por desejo seja minha maior necessidade.
que o parêntese se mantenha.
O normal é sentir na pele, é tocar com a mão, é beijar com a boca
O normal é ser perdidamente apaixonado e se perder em paixões
O normal é declarar amor e se amar mais do que o amado
O normal é fingir que isso tudo é normal e fingir o contrário.
Eu sinto com a mão, eu toco com a boca, eu beijo com a pele.
Eu sou controladamente apaixonada e tento me achar em paixões.
Eu não me declaro e eu me amo mais que o amado.
Eu finjo que tudo é normal, mas sou o contrário.
O normal é ser perdidamente apaixonado e se perder em paixões
O normal é declarar amor e se amar mais do que o amado
O normal é fingir que isso tudo é normal e fingir o contrário.
Eu sinto com a mão, eu toco com a boca, eu beijo com a pele.
Eu sou controladamente apaixonada e tento me achar em paixões.
Eu não me declaro e eu me amo mais que o amado.
Eu finjo que tudo é normal, mas sou o contrário.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Postar ou não postar?
Não vivemos de fatos, vivemos de expectativas. Expectativas que viram fatos, ou não. Escolhas de certa forma.
E isso de certa forma me irrita. Queria testar todas as possibilidades (infinitas?).
No livro que estava lendo diziam: "Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida, já é a própria vida"
E pensei ser conveniente tal opinião.
Por não termos repetidas vezes a mesma vida, não podemos saber que caminho tomar por não podermos testá-los. Tanta coisa já devo ter perdido. Quantas escolhas já não devo ter tomado por medo de outras. Quantas atitudes interferiram em atitudes futuras. Quantas não atitudes também. É esse dilema que me mata. É, incrivelmente, essa dúvida que me amedronta.
Agir, não agir; ligar, não ligar; sair, não sair; ver, não ver; comer, não comer; beijar, não beijar; sim, não; talvez? São tantas opções para se restringir à uma. Podíamos combinar:
vou fazer isso, mas se não der certo, vamos apagar, fingir que nada aconteceu e fazer o contrário? Ou: finge que eu não te liguei?
Atitudes nem sempre condizem com personalidade. Eus que brigam por exposição, não exposição. Instinto e razão. Somos vistos pela nossa razão, mas de fato somos nosso instinto? Qual deles seguir? Mostrar?
Discordo então com o meu livro nesse ponto: não seria o peso e a leveza a maior incógnita de bom ou ruim, seria na verdade o sim ou o não.
14/11/2010
E isso de certa forma me irrita. Queria testar todas as possibilidades (infinitas?).
No livro que estava lendo diziam: "Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida, já é a própria vida"
E pensei ser conveniente tal opinião.
Por não termos repetidas vezes a mesma vida, não podemos saber que caminho tomar por não podermos testá-los. Tanta coisa já devo ter perdido. Quantas escolhas já não devo ter tomado por medo de outras. Quantas atitudes interferiram em atitudes futuras. Quantas não atitudes também. É esse dilema que me mata. É, incrivelmente, essa dúvida que me amedronta.
Agir, não agir; ligar, não ligar; sair, não sair; ver, não ver; comer, não comer; beijar, não beijar; sim, não; talvez? São tantas opções para se restringir à uma. Podíamos combinar:
vou fazer isso, mas se não der certo, vamos apagar, fingir que nada aconteceu e fazer o contrário? Ou: finge que eu não te liguei?
Atitudes nem sempre condizem com personalidade. Eus que brigam por exposição, não exposição. Instinto e razão. Somos vistos pela nossa razão, mas de fato somos nosso instinto? Qual deles seguir? Mostrar?
Discordo então com o meu livro nesse ponto: não seria o peso e a leveza a maior incógnita de bom ou ruim, seria na verdade o sim ou o não.
14/11/2010
sábado, 19 de fevereiro de 2011
interdependência
da onde vem essa necessidade de expor ao mundo o que nos é exposto?
que prazer é esse em compartilhar o que nos é recebido em silêncio, particular?
pra que mostrar essas minhas dúvidas?
escrever essas linhas?
ter esse blog?
seria ego?
seria a fraqueza em não suportar, pensar, ser, sentir, sozinha?
seria bravura em não ter receios e barreiras em expor o que me vem a mente?
seria pensar que outros se identificariam com o que penso, sinto?
é querer se igualar?
é querer se mostrar diferente?
é franco o que escrevo?
é valido o que penso?
eu deveria me bastar.
mas quem se basta?
foda-se. vou postar e quero que você leia -
independência é o caralho!
que prazer é esse em compartilhar o que nos é recebido em silêncio, particular?
pra que mostrar essas minhas dúvidas?
escrever essas linhas?
ter esse blog?
seria ego?
seria a fraqueza em não suportar, pensar, ser, sentir, sozinha?
seria bravura em não ter receios e barreiras em expor o que me vem a mente?
seria pensar que outros se identificariam com o que penso, sinto?
é querer se igualar?
é querer se mostrar diferente?
é franco o que escrevo?
é valido o que penso?
eu deveria me bastar.
mas quem se basta?
foda-se. vou postar e quero que você leia -
independência é o caralho!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Ser
Sou me sendo
sou te sendo
sou nos sendo
sou não sendo
sou sendo
sem saber ser
sou
Sou eu
sou você
sou ele
sou nós
somos
Sou hoje
sou ontem
sou amanhã
serei
sendo
eu
sou
......você
somos
...........nós
serei
..................nada
Seremos.
sou te sendo
sou nos sendo
sou não sendo
sou sendo
sem saber ser
sou
Sou eu
sou você
sou ele
sou nós
somos
Sou hoje
sou ontem
sou amanhã
serei
sendo
eu
sou
......você
somos
...........nós
serei
..................nada
Seremos.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
1:34 me conformo: e o sono? (28/06/2010)
E cá estou eu de novo: em uma noite que de tranquila não deveria ter nada e que aparenta ao menos ser esclarecedora, triste e cansativa talvez. 00:50 e ainda me pergunto se vou fazer a prova de cálculo amanhã às 9h. 00:51 e ainda sinto meus pés doendo do prazer de dançar. Prazer? Sim, 00:52 e me questiono se ainda sinto prazer. Prazer nos movimentos, prazer na sensação, prazer em transmitir, em receber, em seguir e ser levada. Dança é expressão sem pressão. É dizer sem falar. Crescer sem aumentar de tamanho. Trasmitir sem tocar. Dançar é "fazer amor com o próprio corpo". É transmitir esse amor, é transmitir sensações através do movimento. E tenho que ter isso em mente. Isso acima de tudo e de todos. Ir dançar porque gosto e não para provar que eu danço. Todos dançam. E não é alguém que vai chegar para mim e determinar se a minha dança é boa, certa e aprovada. Eu tenho que querer mostrar o meu prazer em estar ali, em subir num palco, em transmitir sensações e sentimentos. Pensar em mim, no meu prazer. Mandar à merda toda essa hipocrisia, falsidade, bipolaridade, atitudes infantis; e encarar o meu real motivo em estar, ser, dançar. Não quero pegar lugar de ninguém, roubar ninguém de ninguém. O que é das pessoas é delas e ponto. O que pode ser compartilhado vai ser, ou não. É como compartilhar prazeres, movimentos, passos, sentimentos, idéias, paixões. É um lugar para criar, crescer, compartilhar, e não disputar, excluir. Falta humildade, maturidade, reciprocidade, simplicidade, amor. Amor pela dança. Dançar para comunicar, e comunicar inclui você e o outro(s). Suas idéias vão ser transmitidas, não tem jeito. Sentidas. Seus movimentos vão ser apreciados, transimitidos. Imitados? Não é cópia, é comunicação. Não pensar que roubaram seu passo, e sim que o admiraram a ponto de passá-lo para outros. É inspiração, admiração. Nada se cria, tudo se transforma, se adapta. Tudo se compartilha! É... é sentir prazer em compartilhar! 1:16 e me desespero: e a faculdade?
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